segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Imagem de Santo Agostinho
Filme sobre o Santo Agostinho

Biografia

Aureliano Agostinho (354-430) nasceu em Tagaste e morreu em Hipona. Nesta última cidade viria a ocupar o cargo de bispo da Igreja Católica.

Agostinho era professor de retórica1 em escolas romanas e se destacou na filosofia com os textos sobre Cícero; um orador político que se inspirou no ecletismo. Passou a influenciar-se pelo maniqueísmo; doutrina persa que diz que o mundo é regido por duas forças, o bem  e o mal em uma constante luta entre si.

Posteriormente, lecionando em Roma entrou em contato com o ceticismo e depois com o  neoplatonismo (desenvolvido por pensadores como Platão ).

Ao crescer, Agostino encontrava-se em meio a uma grande crise existencial em busca do sentido da vida. Foi nesse período que ele se sentiu atraído pelas pregações de Santo Ambrósio, bispo de Milão. Sendo assim, pouco tempo depois se converteu ao cristianismo.

Teorias

o   Superioridade da Alma.

Em sua obra, Agostinho argumentava em favor da supremacia do espírito sobre o corpo, ou seja, de acordo com ele , Deus havia criado  a alma para reinar sobre o corpo propagando o bem.

Porém, o ser humano, ou melhor, os pecadores, estariam subrodinados a ignorar e inverter essa “regra”, fazendo com que o corpo assumisse o governo da alma.O que seria para Agostinho a subordinação da essência à aparência.

De acordo com ele,  “a verdadeira liberdade estaria na harmonia das ações humanas com a vontade de Deus.”

 

o   Graça divina e predestinação.

De acordo com  o filósofo o pecador só conseguiria se redimir mediante a determinação própria e a concessão da graça divina.Sem essa graça o ser humano não conseguiria. Essa graça seria concedida apenas aos predestinados a ela.

A questão da graça concedida, assim como da salvação, foi retomada postariormente ao movimento da Reforma Protestante.

 

o   Liberdade e pecado.

A filosofia agostiniana leva em conceito também a vontade, a qual é uma força que determina a vida e não está ligada a uma função específica do intelecto.

Agostinho retoma ao princípio de Sócrates com relação ao intelectualismo moral.

De acordo com Agostino, a vontade é  da própria liberdade humana e não da razão, e é nisso que reside o pecado.

A pessoa peca porque usa do seu livre arbítrio para satisfazer a vontade má, mesmo sabendo que a atitude é pecaminosa.

Por isso, ele acredita que o ser humano não pode ser autônomo da sua vida moral.

 

 

o   Precedência da fé.

Assim como de costume, Agostinho discutiu a diferença entre a fé e a razão, argumantando que a fé nos faz crer em coisas as quais a razão não consegue explicar: “creio tudo o que entendo, mas nem tudo que creio também entendo. Tudo o que compreendo conheço, mas nem tudo o que creio conheço.”

Baseando-se no profeta bíblico Isaías, ele afirmava que era preciso crer para compreender, pois a fé ilumina os caminhos da razão.

 

 

Opinião Pessoal.

 

Santo Agostinho era adepto de uma “política religiosa” a qul eu não concordo, pois eu não acredito que haja qualquer tipo de predestinação em ser ou não salvo.

Acredito que ele teve seus motivos para dar tal opinião, assim como levar adiante seus pensamentos.

Concordo com a sua teoria da liberdade moral, o ser humano é sim responsável pela sua vontade, e isso é algo tão primitivo que independe da razão pré-estabelecida , assim como os primeiros seres humanos a  habitar a Terra possuiam somente instintos, a vontade é o mais ancestral deles.

 Referências Bobliográficas:
1-COTRIM,Gilberto., FERNANDES,Mirna.Filosofar.São Paulo: Saraiva.2010.
2-[IMAGEM] http://cleofas.com.br/10-sabias-licoes-de-santo-agostinho/